terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Chiça Penico!

O último mês passado em casa, devido a uma baixa, permitiu-me desbravar a blogosfera de uma forma constante e, digo eu, atenta.
Ao mesmo tempo, e com a mesma atitude, acompanhei os jornais on-line, os espaços de informação televisivos e pude assistir aos duelos - mais ou menos assumidos e claros - entre os detentores do (pouco) poder nacional.
BPN, Freeport, autoridades diligentes com fios dentais e pinturas "desnudadas" no carnaval, um Ministério Público que funciona de forma curiosa, um primeiro-ministro e "sus muchachos" com uma leitura curiosa do que é governar e prestar contas a quem o elegeu, uma crise combatida de forma singular e pouco atenta ao que se vai fazendo noutros países, uma oposição perdida e com lutas internas, personalidades do bloco central que se julgam mais do que são...
Enfim, tudo isto mete nojo e merece o mais vivo repúdio.
A verdade é que nos faltam ferramentas e espaços para podermos materializar todo este descontentamento. Sobra-me, esta dimensão virtual para me poder indignar com tudo isto.
É um país onde o que interessa é dar o ar que se faz, diz ou pensa. É o meu país e deixa-me triste.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Coisas nossas

Já vimos isto tantas vezes em Portugal portanto o impacto e a força da situação e da imagem perdem-se um pouco. Estive recentemente no Hospital da Luz em Lisboa. Um edifício moderno, com parque de estacionamento subterrâneo, elevadores catitas e uma arquitectura funcional e limpa. Mais do que adequada a um hospital. Estou na recepção a aguardar a marcação de uma consulta quando olho para o lado e vejo o seguinte:


- Obras no piso, como se tratasse de um edifício antigo e com problemas estruturais. Não sou engenheiro, nem tenho conhecimentos sobre construção, mas causa-me alguma perplexidade que um hospital tão recente já tenha que confrontar os seus utilizadores com este tipo de intervenções. Aliás, como costuma acontecer em Portugal, estas coisas são depois feitas sem a menor preocupação com quem frequenta o espaço. Basta colocar estes bastões com uma "fitinha" a delimitar o espaço e uma folha A4 a dizer "Obras em Curso" ou qualquer coisa assim parecida. Já que têm que fazer obras, ponham uns tapumes quaisquer para que quem esteja a trabalhar fique mais à vontade e quem passa fique resguardado, mesmo que apenas visualmente, em relação a este mini-estaleiro de obras.
Mas há mais, tenham calma. Atravessei o àtrio, para o outro lado da fila que se vê na foto, e deparei-me com outra imagem elucidativa da forma como se funciona por cá. Ora vejam:


- Carrinho com o respectivo balde de metal amolgado para carregar ferramentas mesmo à frente da porta principal do Hospital da Luz. Dá uma imagem terra-a-terra, despretensiosa e próxima do comum cidadão a esta unidade hospitalar. Ficamos mais sossegados porque sabemos que ali vamos encontrar quem se preocupa apenas com o essencial da medicina. Coisas supérfluas como cicatrizes bem disfarçadas ou gazes retiradas do interior do paciente depois de ter sido operado, isso são coisas de meninos, pá! Obra é obra e tem mesmo que ficar aqui à frente da malta que entra para saberem que estamos a trabalhar para melhorar a qualidade do espaço.
Então, está bem! Já agora porque não montar também aqui o grelhador para as tradicionais febras na hora da "bucha"?


quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Objectivo 2009


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quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Alívio

Oh George! Já te ias embora, não? Parece que este senhor precisa de entrar aí. E rapidamente!


terça-feira, 4 de novembro de 2008

Torna-se inevitável

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